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segunda-feira, 16 de maio de 2011

"Somos pobres. A oração é o alimento de nossa alma."

Em resumo, outra coisa não somos senão pobres mendigos, que tanto temos, quanto recebemos de Deus como esmola: "Eu, porém, sou pobre e mendigo" (SI 40, 18). O Senhor, diz Santo Agostinho, bem deseja e quer dispensar-nos as suas graças. Contudo não quer dispensá-las, senão a quem lhe pedir. Nosso Senhor no-lo assegura com as palavras: "Pedi e dar-se-vos-á". Logo, diz Santa Teresa, quem não pede não recebe. Assim como a umidade é necessária às plantas para não secarem, assim, diz São João Crisóstomo, nos é necessária a oração para nos salvarmos. Em outro lugar, diz o mesmo Santo, que, assim como a alma dá a vida ao corpo, assim também a oração mantém a vida da alma."Assim como o corpo não pode viver sem a alma, assim a alma sem a oração está morta e exala mau cheio".Disse" exala mau cheiro",porque quem deixa de recomendar-se a Deus, logo começa a corromper-se. A oração é ainda o alimento da alma, porque assim como o corpo não se pode sustentar sem alimento,assim, sem a oração, diz Santo Agostinho, não se pode conservar a vida da alma. Como o corpo, pela comida, assim a alma do homem é conservada pela oração.Todas essas comparações aduzidas pelos santos denotam a necessidade absoluta que todos temos de rezar para nos salvarmos.
Livro Santo Afonso de Ligório  (A oração/Ed. Santuário)

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