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sábado, 10 de dezembro de 2011

11 DE DEZEMBRO
 AS APARIÇÕES DE JACAREÍ SP BRASIL
RELEMBRANDO À FESTA DE NOSSA SENHORA DE LORETO, FESTA DE NOSSA SENHORA  DE GUADALUPE E JÁ ANTECIPANDO FESTA DE SANTA LUZIA DE SIRACUSA.

12 DE DEZEMBRO
"SALVE A VIRGEM DE GUADALUPE"


Nossa Senhora de Guadalupe - Guadalupe, México (1531)
A descoberta do Novo Mundo trouxe consigo tanto caçadores de fortunas como pregadores religiosos, ansiosos por converter as populações indígenas à fé cristã. Um dos convertidos era um pobre índio asteca, chamado Juan Diego. Numa de suas idas à capela, Juan caminhava por uma colina, de Tepayac, no México Central. Perto da Colina de Tepayac, ele encontrou uma bela Senhora, cercada dum círculo de luz brilhante como o sol. Falando o idioma de Juan Diego, a bela Senhora identificou-se:

"Juanito, menor dos meus filhos, fica sabendo que sou Maria, sempre Virgem, Mãe do Deus verdadeiro que dá vida e mantém a existência. Ele criou todas as coisas. Ele está em todos os lugares. Ele é o Senhor do Céu e da Terra. Eu desejo que seja construído um templo para mim neste lugar, onde o teu povo possa experimentar a minha compaixão, auxílio e proteção. Todos os que sinceramente pedirem a minha ajuda em suas tribulações e dores conhecerão meu Coração Maternal neste lugar. Aqui eu verei as suas lágrimas; consolá-los-ei e eles encontrarão paz. Por isso, corre agora a Tenochtitlan e conta ao Bispo tudo o que aqui viste e ouviste".

Juan, que à época contava 56 anos de idade e que nunca tinha estado em Tenochtitlan, respondeu imediatamente ao pedido de Nossa Senhora. Ele foi ao palácio do Bispo Frei Juan de Zumarraga e solicitou uma imediata entrevista. Os empregados do Bispo, suspeitosos do camponês, fizeram-no esperar por horas a fio. Por fim, quando foi recebido, o Bispo disse-lhe que tomaria em consideração o pedido de Nossa Senhora e convidou Juan Diego a visitá-lo novamente, se assim o desejasse. Juan Diego sentiu-se desapontado com a resposta do Bispo e considerou-se indigno da missão. Ele retornou à colina onde primeiramente havia encontrado a Senhora, e ali encontrou-a já à sua espera. Ele suplicou-lhe que enviasse alguém mais capacitado ao Bispo. Ela respondeu-lhe:

"Ouve, filho meu, o mais desamparado: sabe em teu coração que não são poucos os meus servidores e mensageiros, a quem posso dar o encargo de levar o meu pensamento e minha palavra para que cumpram minha vontade. Mas é de absoluta necessidade que sejas tu mesmo a ir e a falar disso, e que precisamente com tua mediação e ajuda se faça realidade meu desejo e minha vontade".

Instruiu-o então a que retornasse ao Bispo no dia seguinte e repetisse o pedido. No Domingo, após esperar novamente por horas, Juan encontrou-se com o Bispo, o qual solicitou-lhe que pedisse à Senhora uma prova do quem era. Juan determinou-se a obter um sinal da Senhora do Céu, que o enviara.
Desafortunadamente, Juan não pode retornar ao local de encontro, pois encontrara seu tio, Juan Bernardino, doente de varíola e nas últimas. Juan ficou a seu lado, para socorrê-lo. Após dois dias, estando seu velho tio à morte, Juan deixou sua cabeceira em busca de um sacerdote. Juan tinha que atravessar a Colina de Tepayac para chamar o sacerdote. Com receio de ser retardado pela Senhora, evitou o caminho onde a encontrara outras vezes. Mas Aquela que a todos vê, veio do cume diretamente em sua direção. Perguntou-lhe aonde ia, e uma vez inteirada das suas intenções e problemas, disse-lhe:

"Ouve e guarda em teu coração, filho meu, o mais desamparado: é nada o que te assusta e abate; não te perturbes, não temas essa enfermidade, nem qualquer outro padecimento ou algo angustioso. Acaso não sou eu a tua Mãe? Não estás sob minha sombra e proteção? Acaso não sou eu a tua fonte de vida? Não estás na dobra do meu manto, justamente onde cruzo os meus braços? Que nada te angustie nem te cause amarguras. Que a enfermidade de teu tio não te aflija. Porque não há de morrer dessa doença. Crê no teu coração que ele já está curado". (Naquele mesmo instante, seu tio foi curado, como se soube depois.)

Juan creu e acalmou-se. Falou à Senhora do sinal exigido pelo Bispo. Ela então o instruiu:

"Sobe, filho meu, o mais desamparado, colina acima, e ali onde me viste e onde te dei ordens, nesse mesmo lugar verás diversas flores desabrochadas; corta-as, junta-as, reúne-as em teu manto, e desce logo para cá, trazendo-as a mim".

Embora estivesse gelado na encosta da montanha, Juan obedeceu às instruções de Maria e dirigiu-se ao topo da montanha, onde encontrou uma florada de rosas de Castela. Ele as colheu e envolveu em sua tilma (um manto feito de fibras de cactos), para levá-las a Maria. Esta rearranjou as rosas na tilma e ordenou-lhe:

"Filho meu, o mais desamparado, essas flores são a prova, o sinal que levarás ao Bispo. Dirás a ele que nelas veja o que eu quero e com isso realize a minha vontade. Tu és o meu embaixador, em ti ponho a minha confiança. Ordeno-te fortemente que só na presença do Bispo abras a tua manta e descubras o que levas. Contarás tudo, dirás a ele como te mandei subir ao topo da colina e tudo o que viste e admiraste. Com isso vais mudar o coração do senhor Bispo, para que faça o que estiver ao seu alcance para erguer o templo que lhe pedi".

No palácio, Juan apresentou-se novamente diante do Bispo e de vários dos seus assessores. Ele contou-lhe sua história e abriu o manto, deixando caírem as flores. Mas não foi à vista das flores que o Bispo e seus assessores caíram de joelhos; mas sim diante da imagem de Nossa Senhora, exatamente como Juan a descrevera, impressa no manto. No dia seguinte, após deixar a tilma na Catedral, Juan levou o Bispo ao local onde ele encontrara Maria. Ele retornou então à sua vila, onde encontrou seu tio completamente curado. Este contou-lhe que fora visitado por uma bela Senhora, cercada de suave luz, que lhe contou que enviara seu sobrinho a Tenochtitlan com uma pintura de si mesma. Ela disso ao tio:

"Chame-se a mim e à minha imagem 'Virgem Santa Maria de Guadalupe'".

Acredita-se que a palavra Guadalupe seja uma corruptela da tradução espanhola de uma palavra indígena que no dialeto local soava como "Coatlaxopeuh" ou "Coatlalloppe", que quer dizer "a que esmaga a serpente com o pé"!
Nos seis anos seguintes às aparições de Nossa Senhora de Guadalupe, seis milhões de astecas converteram-se ao Catolicismo. A tilma mostra Maria como a Mãe de Deus: ela se apresenta grávida de seu Divino Filho.
[N.T.: A capela pedida por Nossa Senhora a Juan Diego foi construída por espanhóis e índios conjuntamente, sendo inaugurada a 26 de dezembro de 1531, apenas duas semanas após a imagem de Nossa Senhora ficar miraculosamente estampada na tilma de Juan Diego. Este foi encarregado da guarda da Imagem, recebendo os milhares de peregrinos até o fim de seus dias.]
Desde que foi impressa com a imagem da Mãe de Deus, a tilma de Juan Diego foi exposta a uma série de perigos, desde a fuligem das velas, passando por enchentes e, em 1921, um atentado a bomba, perpetrado por forças anticlericais. A bomba foi colocado sob um altar. Junto à tilma uma cruz de ferro maciço ficou toda retorcida; o mármore do altar ficou seriamente danificado; mas a tilma remanesceu intocada! Com efeito, ninguém se feriu no atentado, embora o altar tivesse ficado seriamente danificado.
[N.T.: É surpreendente que todas as pesquisas realizadas com tilmas semelhantes indicassem que elas em nenhuma hipótese poderiam durar mais que trinta anos; a de Juan Diego permanece intacta desde 1531!]
Em 1977, a tilma foi examinada com novas técnicas, envolvendo a fotografia com infravermelho e recursos digitais. À diferença das demais pinturas, a tilma não mostra qualquer vestígio de um esboço anterior à pintura. Mais ainda, a técnica empregada é ainda desconhecida. A imagem é inexplicável tanto em sua técnica como em sua longevidade.
[N.T.: Do livro de Mafalda Pereira Böing, "Guadalupe, a Mãe de Deus nas Américas" (Ed. Loyola, SP, 1995, pp. 40-45) retiramos as seguintes conclusões dos cientistas:

  • À pintura original foram feitos acréscimos, claramente por um pintor de origem indígena, asteca, e por um espanhol.

  • Os acréscimos, facilmente identificáveis, deterioram-se com o tempo, enquanto que a pintura original não se altera.

  • As tintas originais (o azul do manto, o rosa do vestido...) têm brilho, luminosidade e translucidez únicos. Não são conhecidas nem passíveis de reprodução.

  • O mesmo é dito da técnica empregada: a pintura original não foi feita por mãos humanas.

  • O rosto da Virgem (assim como as mãos) é incomparável: não foi desenhado e nem pintado; é como se fizesse parte da própria trama do tecido, da qual aproveita diferentes espessuras e irregularidades para produzir o sombreado, a linhas do nariz, boca e olhos, que emprestam brilho e profundidade à fisionomia. A impressão varia conforme se aproxime ou afaste o observador (um efeito somente comparável ao que, na natureza, encontra-se na plumagem de certas aves e nas asas dalgumas borboletas).

  • Os olhos: fotografados em 1929, revelaram a imagem invertida (como a que se produz nos olhos humanos) de um índio e outras figuras humanas. Este achado veio a público somente em 1951. Em 1956, especialistas oftalmologistas examinaram os olhos da pintura, que se revelaram a seus instrumentos como verdadeiros olhos humanos, vivos. Experimentos e pesquisas levados a cabo mais tarde pela NASA trouxeram revelações espantosas: vêem-se nos olhos de Nossa Senhora um índio desdobrando sua tilma diante dum franciscano; o franciscano mesmo, em cujo rosto pode-se distingüir uma lágrima! E ainda um camponês, um índio, uma mulher (provavelmente uma criada negra) um homem e uma mulher brancos, alguns meninos índios e alguns religiosos franciscanos.]

  • Ela se encontra hoje numa grande catedral, capaz de abrigar até dez mil romeiros. Esse é, sem dúvida, o local mais popular de peregrinação em todo o Hemisfério Ocidental.

    13 DE DEZEMBRO
    SANTA LUZIA


    ORAÇÃO

    Posso ver as maravilhas da natureza e tudo o que me cerca. Dai-me, sobretudo, Ó Deus,pelos merecimentos de Santa Luzia, a graça da boa visão. Agradeço o dom de enxergar, com o coração, a Vossa presença nos meus irmãos e nos acontecimentos.
    Que eu saiba tudo observar e convosco partilhar em oração. Que eu tenha discernimento, para saber quando calar e quando agir.
    Amém.
    Santa Luzia, rogai por nós.

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